36. Bulimia no amor e na comida

Já comentei aqui neste blog em posts anteriores sobre algumas características Bulímica que encontramos fora da alimentação, como: os extremos do tudo ou nada, os vícios, as compulsões e `jejuns` psicológicos e assim cheguei a comentar sobre a minha compulsão e vício por um relacionamento complicado e as dificuldades que sentia em me livrar dele.

Estou em uma fase ótima e segura de mim. Consegui afastar aquele relacionamento que me prejudicava e que antes era encarado como um vício prejudicial e desgovernado, tal como a Bulimia era na minha vida no passado.
Passei ótimos meses sozinha, me amando e evitando ao máximo a tentação de gostar de uma nova pessoa e prejudicar a minha paz interior. Apesar de ser muito bom gostar de alguém, descobri não possuir equilíbrio certo para encarar um relacionamento (pelo menos por enquanto) e o melhor a fazer era focar no meu bem estar.

Mudanças causam medos, mesmo se tratando de uma mudança postiva. Ter o controle sobre a Bulimia não foi fácil, ter o controle sobre meus sentimentos em relação a uma paixão destruidora também não.
Sei que tive decisões maduras a respeito do que eu era capaz de encarar, tanto no campo da comida, que aos poucos comecei a evitar rodízio de sushi e orgias alimentares, do tipo `coma o quanto puder` para não cair na compulsão; como também no campo de relacionamento, negando os homens que me procuraram para se realacionar, pois eu não estava pronta para ser conquistada e perder novamente o equilíbrio.
Não podemos nos exigir mais do que somos capazes, colocar-se a prova de fogo em uma fase de recuperação é pedir para se queimar.
Depois de anos sem ir em rodízios, hoje eu sou capaz de ir a um restauramte que se pode comer a vontade e consigo me controlar. Porém demorei um tempo para me colocar a prova, acho que uns dois anos. Aprendi a comer sem a barriga encher, sem culpa ou dor. Compreendi e acredito que, por mais assustador que possa ser um festival de sushi no estomago, ele pode ser compensado por comer menos no dia seguinte e o próprio corpo habituado com uma quantidade de comida, ao receber mais que o habitual acelera o seu metabolismo.
Mesmo exagerando um dia ou outro, ou comendo quase nada no outro, ele se reequilibra, como se tivesse vontade própria! Acelerando e desacelerando o próprio metabolismo. Por isso hoje eu sei que não adianta jejuar e não adianta se preocupar com um pouco de comida a mais que entra, não é isso que faz a diferença. Você não perde peso e nem ganha assim tão rápido. O corpo segue um ciclo natural e é quase impossível desvia-lo do seu ritmo, a não ser que seja um exercício constante de comer demasiado ou de menos, então temos uma readaptação do desse ciclo!
Na parte de relacionamento, ainda não estou segura de mergulhar de cabeça em nada. Acho que nem devo. A verdade é que o auto controle sobre minhas emoções e sobre minha vontades me deixa feliz! Um dia ainda vou encarar sem medo um novo relacionameto e estar verdadeiramente pronta para amar alguém.
Hoje fico em alerta para não cair de novo em uma paixão compulsória e viciante, seja ele no amor ou na comida!

Comentários

  1. Adorei o teu post. É muito verdadeiro e profundo. Aposta na tua recuperação, no teu bem-estar...o resto seguir-se-á por si só :)
    Força*
    Filipa*

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  2. Tenho nulimia há 3 anos e já apresento algumas consequências por conta da doença.
    Tenho esofagite tipo D e já passei por uma cirurgia; na tentativa de evitar o vômito. Hoje faz 3 dias em que eu não vomito, mas também faz quase 2 dias que estou à base de água e chá de sene. Leio seu blog faz algum tempo e procuro absorver tudo o que você sentiu e viveu. Entretanto é muito difícil olhar no espelho e me ver. Qaundo eu estou bem é só eu me olhar que eu tenho os "5 minutos" e coloco tudo a perder.

    Um dia de cada vez, né...

    Obrigada pelo blog!

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  3. é incrivel como me indentifico com vc , é muito bom encontrar pessoas q passaram ou passam pelos mesmos problemas q vc tanto na bulimia . compulsao alimentar a depressao passo por tudo isso , tbm vivo um relacionamento perturbador como vc viveu, tbm sofri muito com a separacao dos meus pais e tbm tenho muito medo da rejeicao , isso tudo e mais um pouco o medo terrivel de engordar e ser rejeitada isso me levou a depressao e a bulimia ja pesei 65kg qdo comecei a vomitar com 14 anos e ja pesei 42 kg numa fase desesperadora , hoje aos 22 anos , 8 anos de mia me sinto um lixo gorda , feia , rosto inchado , unhas feias , cabelo cheio de falhas , dentes feios , e me tornei uma pessoa infeliz e solitaria , não consigo ir a um rodizio de pizza , nem comer algo q gosto sem vomitar , continuo deixando de sair ir na casa de amigas ou num jantar numa festa me tornei aquilo q mais me doi por dentro tudo q eu nao queria ser , eu vomito por q nao quero ser rejeitada mais eu me isolo do mundo com medo da rejeicao e mais ou menos isso ... ninguem consegue entender a minha dor q eu tenho , estou numa fase horrivel , tento com todas as forças enfrentar os meus medos mais sempre acabo fracassando o q gera mais dor , frustaçao q leva a compulsao . Agora a alguns dias lendo seu blog acho q encontrei uma nova luz no fim do tunel . Durante varios anos fui a varios medicos mais nunca resolveu nada tinha uma psiquiatra q me mandava arrumar um serviço , limpar a casa , fazer um curso q isso ia resolver o meu problema, como quem diz isso é falta do q fazer ,ísso só me deixava pior. Obrigada por criar esse blog concerteza ira ajudar muitas pessoas q sofrem dessa doença destrutiva . Ass Andressa

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