22. Atitudes "Bulimicas" no amor parte 2.

Em outro post eu comentei sobre "Bulimia além da Bulimia" e sobre meu comportamento nos relacionamentos que de certa forma me lembrava o comportamento que tinha com a comida ou com a doença.

Sou paulista e no momento estou morando no Rio de Janeiro. Toda vez que venho para São Paulo acabo vendo meu ex namorado. Fico com ele e essas recaídas me fazem sofrer. Eu me culpo por não conseguir ser mais forte. Efim, este final de semana fui para São Paulo. Como sempre eu senti no peito aquela saudades, aquela vontade que foi mais forte que meu "não".

Mais uma vez agente se viu, se namorou e mais uma vez eu o vi mentindo. Porém foi uma mentira tão infantil, tão boba, que eu resolvi entrar na brincadeira. Nesse final de semana, alguma coisa mudou em mim. Não sei ao certo. Só sei que eu aproveitei sem culpa, curti sem medo e o vi com outros olhos. Vi o quanto ele não servia na minha vida e o quanto existem outras opções, melhores opções. Até senti pena do jeito dele, mas não discuti, não tentei mudar, nem falei que eu sabia da sua mentira. Achei melhor deixar pra lá. Não sofrer, nem me desgastar.

No momento ainda tenho essas recaídas, só que agora, vou fazer o possível pra não me culpar, não sofrer mais com isso. Quando acontecer, que seja um breve momento, talvez pra recordar ou pra me alegrar, mas que isso não pertube minha cabeça e meu coração.

Reencontrei um amigo, foi depois de ficar com Miguel. O nome dele é Rodrigo.
Rodrigo no mundo bulimico seria "minha opção de vida saúdavel". Antes achava impossível me interessar ou me apaixonar por Rodrigo, apesar de suas infinitas qualidades, ele não me preenchia como Miguel.

Hoje estou menos iludida, consigo ver Miguel como um atraso na minha vida, estou tentando me curar. Sem tanta cobrança, sem me culpar tanto por sentir desejos ou vontades. Sinto uma melhora e uma luz no fim do túnel. O que parecia impossível aconteceu. Estou encantada pela opção saudavel, mas não vou forçar, vou deixar aos poucos acontecer. Ser ansiosa e desejar a opção saudavel de imediato pode atrapalhar minha cura.
Mas o que importa é que eu já estou me sentindo melhor e com a esperança renovada. Eu quero e posso conquistar um caminho melhor. Até chegar o dia que eu nem vou lembrar do Miguel, ou talvez eu lembre como em um passado distante que me fez crescer e me compreender melhor, como a bulimia.

A CURA É UM NOVO ROMANCE QUE SE CONQUISTA AOS POUCOS.  ANSIEDADE AFASTA UM BOM PARTIDO E AFASTA A OPÇÃO DE VIDA SAUDAVE. OS PASSOS DEVEM SER RESPEITADOS. CADA VEZ MAIS TEMOS A CERTEZA QUE O IMPORTANTE NÃP SERÃO MAIS AS RECAÍDAS, MAS OS DIAS DE MELHORAS.

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