19. Como a Família pode ajudar



A Primeira ajuda é não ignorar o fato nem a doença e nem esperar que venha do bulímico conversar sobre seu problema.

A
bulimia é uma doença muito séria. Como eu já mencionei antes, o estado de saúde do paciente não é o reflexo da sua magresa (como no caso das anorexicas) e pode levar a morte!

Segundo Passo. Cuidado com os comentários do tipo "é por isso que você está engordando, olha o quanto comeu", "que bom que você engordou um pouquinho, tá mais bonita", "Você engordou", "Vai repitir o prato? Bom depois não reclama", "Fulana engordou né", ou "Ciclana é tao magrinha, tão elegante""vai comer tudo pra vomitar depois?"

Parece óbvio pedir isso, mas muitas famílias não se dão conta que dentro de casa existe um grande julgamento sobre o que se come e o sobre o quanto as pessoas que estão dentro e fora de casa engordou ou emagreceu.

Terceiro passo Não ignorar a importancia que o corpo tem na vida da pessoa doente.
Se você chegar falando que muito magro é feio, ou que, o que importa é beleza interior, vai se tornar cada vez mais uma peça distante da visão do bulímico. Tente um outro argumento, do tipo

"Eu compreendo o quanto ter um corpo perfeito é importante pra você, mas esse meio pode te levar a morte, de deixar paraplégica, sem cabelo, sem dentes. Você quer ser uma magrela careca e com dentes podres? "

" Quero te ajudar a sair da bulimia sem que você engorde com isso", "deve haver outro meios, vamos pensar junto".

"Conte comigo, fale comigo", "Fico triste em te ver assim, mas ficarei mais triste se você não confiar em mim, não dividir seus medos comigo, vamos procurar ajuda junto"

Quarto Passo. Evitar comprar grande porções de alimentos e armazenar em casa, literalmente trancar ou esconder do bulimico.

É uma atitude dramática mesmo para família, mas quanto menor a tentação de comer compulsivamente no lar, caiem as chances das crises.

Quinto Passo. Evitar levar o bulimico para restaurantes de buffet e rodízio! Pelo mesmo motivo da tentação compulsória.

Sexto Passo. Fé
Não importa a religião, mas já foi cientificamente provado que a fé é uma importante peça em qualquer trantamento. Reze, acenda velas, pule de um pé só, pague promessa, não importa o que você faça para ajudar, mas acredite! Acredite na cura!

Sétimo passo. Se informe, compreenda, se coloque no lugar do bulimico.
Nada melhor que a informação para abrir nossos olhos. Estude, converse com outras pessoas que tem a doença, com especialistas. Não tenha medo de ser leiga/o sobre o assunto, quem se julga saber de tudo, ainda não sabe de nada.

Oitavo Passo. Converse!
Não guarde a dor só com você, converse com quem você ama e confia. Divida seus medos com o ente querido que está bulímico, fale com ele/a. Deixe um canal aberto entre vocês para que ele/a também te procure quando precisar desabafar. Aumente o laço de amor e confiança entre vocês

Nono Passo. Procurar um especialista em trasntornos alimentares. Vale lembrar que há vários tratamentos em grupos no Brasil que são financiados por universidades federais, sendo assim o custo do tratamento é zero.

Quem tem bulímia morre de vergonha de falar da doença e se expor na frente de estranhos pode ser muito difícil. Por isso é preciso o apoio familiar para que ela ou ele converse com um especialista e procure um grupo de ajuda o mais rápido possível.

Décimo passo. Paciência!

De todos este é o mais difícil, pois a família quer uma cura imediata, imagina que em um ou 2 meses o ente querido vai sair do quadro. O tratamento pode demorar anos. Recaídas serão normais, vai te dar um desespero, uma angustia, mas é melhor você não se iludir. É melhor que o bulimico/a que você ama tenha a doença controlada, do que escoder de você.

Acredite desacreditando nas curas do seu ente querido. Lembre-se que ele ou ela pode estar a 2 meses sem vomitar e isso não significa a cura, existem as recaídas. Uma pessoa bulímica tem o hábito de mentir sobre sua alimentação e sobre os epsódios de vomitos. Fique atento/a!

Texto de . Potira Marie @copyrights reserved

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